FOTO Ricardo Trida Divulgação Notisul
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A disputa pelo Governo de Santa Catarina entra em uma nova fase neste fim de semana, com reflexos diretos também no Sul do Estado. Candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL) deixa temporariamente o comando do Executivo a partir deste sábado (29) para ampliar sua agenda eleitoral pelo interior. O afastamento segue até 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno.
Durante a licença, concedida em caráter particular e sem ônus para o Estado, a vice-governadora Marilisa Boehm assume o Governo de Santa Catarina. A autorização foi aprovada pela Assembleia Legislativa (Alesc).
Sul de SC entra no radar da campanha estadual
Com Jorginho liberado da rotina administrativa, a expectativa é de ampliação das viagens, encontros políticos e agendas com eleitores nas diferentes regiões catarinenses.
Nesse movimento, Sul de Santa Catarina, Amurel, Amrec e Amesc ganham importância na estratégia eleitoral. A região reúne municípios como Tubarão, Criciúma, Araranguá, Laguna, Imbituba e Braço do Norte, além de cidades menores onde a presença física dos candidatos costuma ter peso na campanha.
A licença permite que Jorginho concentre sua agenda na disputa eleitoral durante praticamente todo o período restante até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Para o eleitor do Sul, o período tende a representar maior presença dos candidatos e aliados na região, com apresentação de propostas e discussão sobre demandas locais.
Jorginho e João Rodrigues disputam espaço no interior

A campanha pelo Governo de Santa Catarina também coloca frente a frente projetos políticos com estratégias voltadas ao interior. Jorginho Mello busca a reeleição e passa a ter disponibilidade integral para percorrer o Estado.
Entre seus adversários está João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó e candidato ao governo, que também aposta na presença nos municípios e na articulação com lideranças regionais.
A disputa pelo eleitorado do Sul passa, portanto, a integrar uma corrida mais ampla pelo voto fora da Grande Florianópolis.
Temas como infraestrutura, saúde regional, segurança, desenvolvimento econômico e investimentos estaduais tendem a ganhar espaço nas agendas realizadas nos municípios.
Campanha também chegou ao rádio e à televisão
A intensificação das agendas presenciais ocorre ao mesmo tempo em que a campanha eleitoral passa a ocupar um dos seus principais espaços de comunicação.
O horário eleitoral gratuito começou nesta sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e televisão de Santa Catarina e terá duração de 35 dias no primeiro turno. Nem todos os candidatos têm assegurado o direito de participar da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. As regras são definidas pela legislação eleitoral.
Para os candidatos ao governo, os programas em rede são transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras. O espaço destinado à disputa pelo Executivo estadual é de nove minutos em cada bloco.
No rádio, a propaganda eleitoral é veiculada em blocos entre 7h e 7h25 e entre 12h e 12h25. Na televisão, a programação ocorre entre 13h e 13h25 e das 20h30 às 20h55, com a divisão do período entre os cargos previstos para cada dia.
Além dos programas em rede, as campanhas contam com inserções distribuídas ao longo da programação.
Disputa pelo governo ganha maior exposição
No horário destinado à eleição estadual, quatro grupos políticos têm tempo nos blocos de propaganda para governador: Federação Renovação Solidária; coligação Fé no Trabalho e Pé na Tábua; coligação Coragem para Mudar; e coligação Santa Catarina Acima de Tudo.
A chegada da campanha ao rádio e à televisão amplia a exposição da disputa justamente quando os candidatos intensificam as agendas de rua.
No Sul catarinense, essa combinação deverá ser percebida tanto na propaganda quanto na presença das candidaturas nos municípios.
Marilisa Boehm assume Governo de Santa Catarina
Enquanto Jorginho Mello se dedica à campanha, a vice-governadora Marilisa Boehm assume a chefia do Executivo estadual.
A licença foi aprovada pela Alesc em sessão extraordinária realizada na quarta-feira (26). O afastamento ocorre entre 29 de agosto e 5 de outubro e não terá custos ao Estado.
Na prática, Jorginho ficará fora do governo durante toda a fase decisiva do primeiro turno.
Com a propaganda eleitoral no ar e maior disponibilidade dos candidatos para percorrer Santa Catarina, a tendência é de crescimento das agendas políticas também no Sul nas próximas semanas.
Para o eleitor da região, será o período de acompanhar não apenas a movimentação das campanhas, mas principalmente quais compromissos os candidatos apresentam para os municípios do Sul catarinense.

